Ah, que enfado de vida angustiante!
Muito se pede às crianças que sonhem, mas nunca se ensina como sonhar, sonhar com realismo... Será porque isto é impossível?
Sempre que se sonha algo, pode-se sonhar um pouco mais. Vigaristazinho ambicioso, o tal do sonho... Não se contenta com pouco.
O contentamento produzido pela expectativa, pela simples possibilidade
de ser real. O sonho aspira ser real, aspira ser corrompido. Ora, quando se
realiza, o sonho já não é... o contentamento já não é... não corresponde à
expectativa formada.
O mundo alheio à concretude é muito melhor; ver a si neste âmbito superior é delicioso... este permite o ir-e-vir entre padrões e sabores. Sensações novas serão experimentadas, sutilezas roubadas...
Suave sensação de liberdade, de ser o que se quer, de viver toda uma arara repleta de mundos possíveis, em que esta pequena mônada é livre!
Muito se pede às crianças que sonhem, mas nunca se ensina como sonhar, sonhar com realismo... Será porque isto é impossível?
Sempre que se sonha algo, pode-se sonhar um pouco mais. Vigaristazinho ambicioso, o tal do sonho... Não se contenta com pouco.
O contentamento produzido pela expectativa, pela simples possibilidade
de ser real. O sonho aspira ser real, aspira ser corrompido. Ora, quando se
realiza, o sonho já não é... o contentamento já não é... não corresponde à
expectativa formada.O mundo alheio à concretude é muito melhor; ver a si neste âmbito superior é delicioso... este permite o ir-e-vir entre padrões e sabores. Sensações novas serão experimentadas, sutilezas roubadas...
Suave sensação de liberdade, de ser o que se quer, de viver toda uma arara repleta de mundos possíveis, em que esta pequena mônada é livre!
Vestir-se de tecidos neon, cabelos eriçados ou alinhados em uma beca
fina. Do diferente, ao invisível... A luz do holofote me cega e me esquenta; me
acolhe, me abraça. A expressão da vida sob a resistência. Novas formas de
pensar o mundo... novas formas!
O templo sagrado me chama... necessito estar lá. Todavia não me considero digno, só os imortais podem adentrá-lo, os escolhidos podem sentir o conforto da luz, da atenção divinal. Todavia ele me chama. A necessidade dele me consome, a impossibilidade de conhecer seus ritos sagrados me angustia. Mas o sonho, este me eleva, me move.
O templo sagrado me chama... necessito estar lá. Todavia não me considero digno, só os imortais podem adentrá-lo, os escolhidos podem sentir o conforto da luz, da atenção divinal. Todavia ele me chama. A necessidade dele me consome, a impossibilidade de conhecer seus ritos sagrados me angustia. Mas o sonho, este me eleva, me move.
Todos temos que sonhar, sem utopia não tem graça a vida!
ResponderExcluirExperimentei lê-lo em voz alta, e foi um soooonhoo. Cada palavra era um sabor, só não foi a palavra angustiante, talvez porque o significado colou-se ao signo. As rimas do final me lembravam muito as chamas das asas de Ícaro, tanto é que percebe-se óbviavemente(adjetivo não do blog, mas da escrita,claro!) que você utiliza a "chama", que te chama e clama em sonho. Tenho tentado aprender a expor o que sinto quando leio, não a figuração, aliteração, embasamento teórico - apesar de nunca separar-"mo-nos" dele - mas tenho estado num ritmo de uma sociedade de poetas - mortos - no qual em vez de resumirem-se à métrica, arredam-se ao enredo: sentem a si mesmo e ao outro. O óbvio aqui é oblíquo e dissimulado.
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