terça-feira, 31 de maio de 2016

Fuido e efêmero sentir


Não sei se me disseram um dia, ou se cheguei a esta conclusão sozinha, mas a máxima ainda me persegue: se você não encontra com quem falar sobre suas angústias, escreva sobre elas. Na verdade acredito que o original abria possibilidade a todo tipo de arte. Mas isso não importa aqui.

Escrever é uma maneira de organizar idéias e sentimentos. Em dias como hoje procuro escrever. Procuro escrever para entender o porquê me sinto assim tão bagunçada e tão vazia. Talvez nem seja questão de entender, mas de só sentir.
Acontece que toda angústia precisa ser sanada. O vazio precisa preenchido, nem que seja com um sentido. O meu vazio é esvaziado de sentido. Ora, pra quê ter algo tão vazio? Possuir a não existência?
Paradoxo da vida: buscar a abolição da propriedade, mas sentir-se navegando na liberdade e sofrer por não possuir a nada. Caramba! Quero ou não a existência da propriedade? O vazio vem do não pertencimento. Maldita pós-modernidade, maldita liquidez. O que fazer com tanta liberdade? Maldito martelo de Nietzsche. Onde estão meus ídolos? Onde estão minhas relações sociais? Onde estão os pilares da existência? Ruínas. Período de transição no qual sentimo-nos estúpidos. A cada dia com mais informação e mais estúpidos. Se fosse alguma sábia grega diria que "só sei que nada sei", mas não deixaria de desejar a cicuta após isso. Ou uma fluoxetina. Um floral. Um antialérgico já ajuda.
Dominar o anseio de satisfazer a todos - o número cresce a cada dia - satisfaze-los plenamente, realmente. Limiar tênue entre real e virtual. O que é real? Que olhar é real? É presente? É diverso? Que riso é genuíno? Que amor é esse que dura apenas alguns fonemas?
Como viver? Se existe algum ser vivo que não reflita, talvez este saiba as respostas.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Enquanto a morte não vem

"Natália! Oh, Natália! Natália, corre aqui!”
Ouviu passos apressados em sua direção. Adentrou seu quarto aquela bela figura. Ele nem podia descrever quanta beleza enxergava naquela jovem que há dias vira nascer. Sentia orgulho ao vê-la mulher feita! Natália era a mais doce entre seus netos, e talvez a mais linda e doce criatura que já conhecera.
Ofegante e com olhos carregados de preocupação, ela veio atender ao chamado do avô. “Nô! O que foi? Precisa de alguma coisa?”. Ele somente a havia chamado com a desculpa de que precisava urgentemente de ajuda para pegar um livro que deixara sobre uma prateleira, a qual sua condição física não o permitia alcançar. Ao receber o livro das mãos dela, começou a contar-lhe sobre a história deste clássico da literatura, Cem anos de solidão de Gabriel Gárcia Márquez. Poderia falar horas a fio sobre aquela obra, mas ao passarem-se alguns minutos, lhe foi possível notar a doçura de Natália convertendo-se num grande enfado. Com a desculpa de que havia deixado um urgente trabalho para atender ao seu Nô, Natália deu-lhe um beijo e se foi. Ele imaginou quem mais poderia chamar, quem estaria disposto a passar alguns minutos com ele, e ninguém além de Natália lhe vinha à cabeça. Mesmo estando em uma casa cheia de pessoas, parecia que a vida não mais residia ali. Não podia imaginar que tipo de maldição se abatera sobre aquela família para que o brilho no olhar se apagasse de tal maneira que viesse a torná-los todos tão próximos e tão solitários.
Tomava esta impossibilidade de conversar livremente com alguém interessado quase como uma ofensa a sua pessoa. Acreditava que às vistas de seus entes ele era apenas um velho carente e um estorvo. “O que não deixa de ser uma grande verdade!” – exclamava sozinho olhando vezes pela janela, vezes deslizando os dedos trêmulos sobre a capa empoeirada e abandonada de seu precioso livro.
Refletia então sobre seus livros, sobre a necessidade de que as pessoas os lessem, que se interessassem por estas infinitas histórias que tecem a história humana. Sentia-se fatigado pelo seu esforço inútil em tentar educar seus netos para perpetuarem a tradição humanística de sua família. “Sou apenas um velho chato com livros chatos.” Estes pareciam ser, agora, sua única companhia.
            “Mas não é possível que não gostem, que não fiquem assustados de como podem as histórias serem eternas! As pessoas não o são, mas as histórias sim!”. Pensava, enfim, sobre como as pessoas e a vida eram para ele passageiras. “Talvez só se perceba isso quando se está prestes a morrer, mesmo que este prestes esteja durando tempo demais!”. Esperava pela morte como quem espera o carteiro chegar com uma bela encomenda, e ela, no entanto, não dava as caras, e a vida tornava-se a cada dia mais enfadonha. Cansado, queria pôr fim a este vai-e-vem da vida, revoltava-se com o fato das coisas boas não durarem para sempre.
 Lembrava-se de um conto[i] de Tchekhov onde lera que “as pessoas, com os seus semblantes, as suas falas, aparecem ligeiramente na vida e submergem em nosso passado, não deixando mais que as pegadas insignificantes da memória”. Sua memória já não funcionava tão bem quanto gostaria. As lembranças pareciam perder a significação real das coisas às quais se referiam, e, com o tempo, elas foram empalidecendo, fugindo da consciência e caindo nos braços da imaginação e da fantasia. Parecia perder assim um tanto de sua identidade, mas era delicioso recriar uma nova a partir de devaneios; esta empreitada de restaurar com novas cores as lembranças tomava-lhe grande parte das horas, e em todas as outras buscava novos meios de sanar a dor de, mesmo cansado, persistir em viver, novos meios de esperar a morte chegar.




[i] O conto ao qual se refere é Viérotchka, de 1888.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Poesia velada

O artista tem vergonha.
Adoraria vender só fachada,
Mas precisa dizer o que sente
Ao mesmo tempo em que não quer que todos o ouçam.
Sua poesia é para poucos,
Para os escolhidos
Que ao adentrar o seu mundo
Sejam seus amigos.
Como quer carinho aquele que caminha sozinho.
Seria mesmo o poeta um fingidor?
Pois o enganador é o mais engando.
Sem querer cria mundos e sentimentos nos quais se perde.
O poeta cria a dor. E nela se afoga.

sábado, 16 de junho de 2012

Ícaro



Ah, que enfado de vida angustiante!
Muito se pede às crianças que sonhem, mas nunca se ensina como sonhar, sonhar com realismo... Será porque isto é impossível? 
Sempre que se sonha algo, pode-se sonhar um pouco mais. Vigaristazinho ambicioso, o tal do sonho... Não se contenta com pouco. 
O contentamento produzido pela expectativa, pela simples possibilidade de ser real. O sonho aspira ser real, aspira ser corrompido. Ora, quando se realiza, o sonho já não é... o contentamento já não é... não corresponde à expectativa formada.
O mundo alheio à concretude é muito melhor; ver a si neste âmbito superior é delicioso... este permite o ir-e-vir entre padrões e sabores. Sensações novas serão experimentadas, sutilezas roubadas...
Suave sensação de liberdade, de ser o que se quer, de viver toda uma arara repleta de mundos possíveis, em que esta pequena mônada é livre!
Vestir-se de tecidos neon, cabelos eriçados ou alinhados em uma beca fina. Do diferente, ao invisível... A luz do holofote me cega e me esquenta; me acolhe, me abraça. A expressão da vida sob a resistência. Novas formas de pensar o mundo... novas formas! 
O templo sagrado me chama...   necessito estar lá. Todavia não me considero digno, só os imortais podem adentrá-lo, os escolhidos podem sentir o conforto da luz, da atenção divinal. Todavia ele me chama. A necessidade dele me consome, a impossibilidade de conhecer seus ritos sagrados me angustia. Mas o sonho, este me eleva, me move.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Amar [demais] não é pecado



Seria o amor mensurável? O que é o amor? Como entendê-lo? Como medi-lo?
O amor, essa coisa inorgânica que é capaz de nos fazer vibrar, mexer com cada célula de nosso corpo. Por acaso essa coisa de amar é útil? Pra quê chorar por alguém? Pra quê sofrer com aquilo que nossa imaginação diz sentir ou não o outro que nos afeta por nós? Porque?
Difícil entender, mais difícil ainda é se desvencilhar desta rede que a vida parece tecer a nossa volta, desta arapuca armada pelo acaso. Amar é difícil. 
Grandes escreveram sobre o amor. Hei de confessar que, possuindo este sentimento, já me senti uma poetisa; escrevia sobre o amor, via a necessidade de declará-lo sob a forma que pudesse melhor se aproximar da beleza daquilo que sentia. Não creio tê-lo logrado, apesar das incontáveis tentativas. Quando amamos, o mundo nos parece mais doce, mais bonito, mais suportável. O conforto da ilusão do fim – finalmente! – dos dias de solidão ao encontrarmos alguém que, por conta uma pré-compatibilidade encontramo-nos aptos a amar-nos, é uma delícia que é saboreada lentamente, distribuída em muitos dias de felicidade. Mas quando chega ao fim desta ilusão, o resultado é devastador: há um amortecimento das faculdades que nos permite perceber a realidade, e a ilusão se converte em outra pior. Voltamos à estaca zero: solidão parece ainda pior depois de ter se experimentado a sensação de completude junto do outro.
A força do amor imputa à comunicabilidade universal (Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir!). A alegria, o júbilo de amar é responsável por um sem número de frases eufóricas sem sentido. 
Amor e paixão. Numa relação de amor erótico, amor e paixão têm de estar presentes. As coisas se complicam quando o amor é abandonado pela paixão, e o amor torna-se solitário. Só o amor não basta. O amor sozinho produz grandes belezas, mas quando aliado à paixão, sua força torna-se avassaladora.  Quando apenas se ama, sem paixão, chamamos esta relação de fraterna ou ainda de casamento. Há de haver amor, há de haver paixão.
Amar demais é inevitável. Venho em defesa daqueles que amam demais, pois amar nunca é demais. Mas falando em amar demais, poderíamos primeiro nos perguntar se acaso podemos mesmo medir o amor, se existe mesmo um amor maior que o outro. Essa questão já me fez perder alguns cabelos, ter algumas dores de cabeça e por que não, derramar algumas lágrimas. Acho difícil encontrar alguém que não tenha chorado por amor, ou ainda por amar demais alguém que parece não te amar tanto assim, ou nem sequer te olhar.
Desconfortável, desagradável, desestimulante e des-tudo-de-bom é quando você se percebe numa situação na qual parece ser você aquele que mais ama, que mais se dedica, e que, enfim, demonstra mais que ama – afinal este mundo é feito, acima de tudo, de aparências. Demonstrar que ama demais é até constrangedor. Ponha-se nesta situação: você é um(a) compositor(a), e o motivo maior da sua inspiração poética é a pessoa por você amada. Você se deleita em mostrar das mais variadas formas, nas mais variadas harmonias, nos mais variados tons, nas mais variadas canções o quanto ama àquela pessoa, você precisa expressar todo este amor que está sentindo. Oferece estas produções amorosas ao amado(a) e esta(e) te olha com olhar de reprovação por seu excesso. Ora, seria isso um amor em excesso? E como poderia o amor incomodar, mesmo que "em excesso"? Reformulemos nossa pergunta principal: demonstrações  de amor incomodam? Mas como saber o limiar entre o agradável e o excessivo? Seria assim tão relativo?
Perguntas difíceis que minha compreensão ainda não conseguiu sugerir alguma boa resposta, somente as chulas e emotivas de quem ama demais. Mas de uma coisa tenho certeza: prefiro amar demais que amar demenos.


Clarice Falcão - Monomania

Já te fiz muita canção
São quatro ou cinco ou seis ou mais
Eu sei demais que tá demais
Eu chego com o violão
Você só tá querendo paz
Você desvia pra cozinha
E eu vou cantando atrás

Hoje eu falei pra mim
Jurei até
Que esta não seria pra você
E agora é

Se juntar cada verso meu
E comparar vai dar pra ver
Tem mais “você” que nota dó
Eu vou ter que me controlar
Se um dia eu quero enriquecer
Quem vai comprar esse cd sobre uma pessoa só?

quarta-feira, 30 de maio de 2012

As infinitas possibilidades nas entrelinhas das mãos


             A cigana vaga, por conta disto possui uma diversa percepção do mundo. “Seu mundo é um mundo construído por você e por suas ilusões, ergo ele não é real” - sussurra com uma voz sorrateiramente suave sua Razão. Ela prefere ignorar esta presença imposta da Razão e seus conselhos impertinentes. Sente tudo a sua volta com a intensidade de quem tem a necessidade de conhecer todos os sentimentos do mundo. Observa todos a sua volta, e se exalta com a possibilidade do alternativo; seu maduro otimismo em meio à desgraça, otimismo gerado apenas por si e que luta para não ser influenciado pelo estranho mundo a sua volta, a motiva. Olha a cada indivíduo como um desafio: são mundos e pensamentos a serem desvendados, e esta paixão a levava a aproximar-se e procurar adivinhar pelas mãos desconhecidas o passado e o futuro. 


           Quão fascinante é cada pessoa! Quão complexa será a rede de sua vida desde o início até seu ocaso! A aproximação, o toque das mãos! Que prazer incrível o mundo de possibilidades o desconhecido proporciona! As infinitas possibilidades exaltavam seu espírito. Era incrível o que aquela mente criativa era capaz de prever para o futuro de cada um dos que abordava e o passado mirabolante que sonhava. Seus interlocutores viam graça na vivacidade com a qual ela discursava sobre o que era e o que viria a ser, baseada nas informações que dispunha deles, mesmo que estas consistissem apenas na maneira de caminhar, de olhar, observar e reagir ao entorno. O calor das emoções da cigana era comovente. Alguns a julgavam uma criança, devido a sua vivacidade pueril, expressão leve e sorriso incrustado nos lábios. Não pensemos, no entanto, que esta era cândida. Saturada de experiências da vida e da vivência do terrível, havia, no entanto, algo que a diferia. Algum movimento díspar parecia ser gerado em suas entranhas. Havia algo que a movia e que a ela soava como o ar que a inspirava. Habitava dentro de si uma centelha do sublime, de um poder arrebatador que a tomava por completo, fazendo esvaírem-se os ínfimos óbices que a vida lhe propunha.

           Alimentava seu espírito com expectativas e conjunturas, com possibilidades e com o desconhecido. Sendo a imersão na alteridade aquilo que agitava seu ânimo, esperava, contudo, pelo dia em que encontrasse um alguém que a olhasse e a decifrasse submergindo na profundidade de seus negros olhos. Sua quimera residia na busca deste ideal, quando seu olhar desnudo revelasse tudo de si e pudessem ser corretamente decifrado e compreendido em plenitude por alguém. Imaginava com vivacidade este momento mágico, no qual este alguém a pudesse conhecer plenamente, a compreender. Suas esperanças tornavam-se, no entanto, a cada dia mais escassas.

             Em certos momentos a melancolia tomava conta de si e a triunfal Razão decretava sentenças a cada movimento mais duras. Esta mesma sábia Razão impunha-se, então, questionamentos sobre a possibilidade real e matemática de que este fato imaginado viesse a acontecer, sua certa conclusão indicava para a impossibilidade do conhecimento das pessoas; e muito orgulhosa e persistente, a imponente Razão propunha a si mesma a necessidade de uma análise das melhores maneiras possíveis de se fazer conhecer mais claramente, mais corretamente, mais racionalmente, a si e a seus sentimentos. Neste instante parecia, contudo, que a Senhora Razão entrava em uma profunda confusão e consequente paralisia. Como poderia racionalizar, para assim poder bem expressar seus sentimentos? Seria este processo realmente possível ou puramente paradoxal? Preguiçosa, a senhora Razão abandona a discussão com a conclusão de que os sentimentos nunca serão de fato conhecidos como as leis universais da geometria.

             Mas o sentimento reconhece o sentimento. O desejo pela afinidade sentimental para com outrem que pudesse conhecer completamente o íntimo desta cigana, em cada desvio afetuoso, saía-se sempre vitorioso em suas corriqueiras disputas com a Razão, mesmo esta última sempre argumentando que talvez no momento em que encontrar esta compreensão nos olhos alheios, descubra que não era exatamente aquilo que desejava – argumento este forte, devido haver sido diversas vezes corroborado pela experiência.

            Seu impulso hedonista prevalecia, e a contemplação do mundo e seus prazeres fazia sufocar a Razão e seus esforços de arrastá-la ao chão. Deliciava-se com a figura da bela cigana de vestes vermelhas, com moedas e penduricalhos. O poder de sedução desta figura a atraía mais que qualquer outra. Por isso se sentia uma poderosa cigana, apesar de suas calças jeans e camiseta. Ao observar a torrente de vida apressada, tranquila, preocupada, feliz, via apenas oportunidades. Sentia-se a Esmeralda dos tempos contemporâneos. E questionava-se: “Mas quem poderá dizer o que serei e o onde estarei amanhã?”.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Reinvenção criativa?




Chover no molhado, é o que mais se faz atualmente. Na boca do senso comum comumente se ouve o tal "nada se cria, e tudo se copia". O grande Totó, não o da novela que descobri há pouco tempo sua existência, mas aquele da Grécia Antiga, formalmente conhecido como Aristóteles, bem como seu mestre, o admirável Platão, já diziam que a arte era mimese, ou seja, imitação da natureza e da ação. A ideia da imitação já não é tão nova assim.
Criar, entendido como fazer algo realmente novo, sempre foi um problema na arte. Mas no século XVIII surgiu a idéia de gênio para suprir a necessidade de compreender os autores de grandes obras que falavam por si, de personalidades que eram verdadeiros "instrumentos da natureza", e estes sim pareciam criar novas formas com as velhas coisas já às nossas vistas desde sempre.
No mundo corporativo atual, a criação é exigida. Mas, meu querido cara pálida? Criar seria reinventar? Na maioria dos casos parece ser uma simples reinvenção.
O mundo da arte contemporaneamente clama por criações. Experimentações e reinvenções não faltam. Não imagine você que outra área também respeitada não seja também mera reinvenção. As ciências, o academicismo, não passam de novas leituras daquela mesma coisa de sempre. Uma visão sobreposta a outra, uma mais convincente que a outra, uma que melhor explica o funcionamento do objeto de estudo. E  os objetos da discussão são sempre os mesmos. Soa entediante, não?
Não necessariamente. Um prisma multifacetado pode ser olhado por cada um de seus lados, e já não será o mesmo. Não será criado, mas reinventado. Ora, isto é óbvio. O mundo soa extremamente óbvio. E mais uma vez, mais do mesmo.